Rede dos Conselhos de Medicina
Cremesp pedirá que MEC impeça abertura de curso em Franca Imprimir E-mail
Qua, 09 de Fevereiro de 2011 16:45
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) irá solicitar ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que não homologue a abertura do curso de Medicina da Universidade de Franca, autorizada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
 
O Cremesp ressalta que a decisão do CNE ignorou posição do próprio MEC e de especialistas, contrária à abertura do curso na cidade de Franca devido à ausência  de necessidade social e ao excesso de escolas médicas no estado de São Paulo.
 
Leia a nota divulgada pelo Cremesp, e também encaminhada ao Ministério da Saúde, ao Conselho Nacional de Saúde e ao Ministério Público Federal:
 
 
CREMESP DENUNCIA: CONSELHO  NACIONAL DE EDUCAÇÃO QUER A ABERTURA
DE  CURSO DE MEDICINA NA CIDADE DE FRANCA, SÃO PAULO

 O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)  vem a pblico manifestar as seguintes preocupações com o recente parecer  do  Conselho Nacional de Educação (Parecer CNE/CES nº 241/2010), favorável à  abertura do curso de Medicina da Universidade de Franca (UNIFRAN),  com sede no Município de Franca, no Estado de São Paulo:
 
O CNE ignorou relatórios oficiais que apontaram a ausência de necessidade social e o excesso de escolas médicas em São Paulo, posição coincidente com a defendida pelo Cremesp e pelas demais entidades médicas.
 
O CNE não respeitou o trabalho e as manifestações da Comissão de Especialistas do Ensino Médico, que assessora a Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da Educação (MEC) e conta com a participação de profissionais de notório saber.

O parecer do CNE é  conflitante com recentes decisões do MEC, que reduziu vagas e até suspendeu o vestibular de escolas médicas mal avaliadas, ao mesmo tempo em que impediu a abertura de cursos sem rede instalada para o campo prático da Medicina, medidas que contaram com apoio irrestrito das entidades  médicas.
 
O Estado de São Paulo  já  conta com 31 cursos de Medicina, que somam mais de 3.000 vagas por ano.  É inadmissível a abertura de mais escolas médicas privadas que cobram hoje de R$ 2.800,00 a  R$ 6.000,00 a mensalidade.
 
Próximas à região  de Franca  já existem cinco escolas médicas: três em Ribeirão Preto, uma em São Carlos e uma em Araraquara, gerando altas concentrações de médicos por habitantes.
 
A má qualidade do ensino médico em São Paulo, constatada anualmente pelo Exame do Cremesp, exige a avaliação das escolas já existentes e não a abertura de novos cursos. Por isso, solicitamos ao Ministro da Educação que não acate o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) e não homologue a abertura do curso de Medicina da Universidade de Franca.
 
Pedimos ao Ministério da Saúde, ao Conselho Nacional de Saúde (CNS) e ao Ministério Público Federal que tomem as devidas providências diante da gravidade da situação.
 
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo
São Paulo, 8  de fevereiro de 2011
 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner