Rede dos Conselhos de Medicina
Entidades médicas avaliarão 12 propostas sobre recertificação de títulos Imprimir E-mail
Qui, 09 de Dezembro de 2010 16:08

O debate sobre recertificação de títulos de especialista durante o Fórum Nacional de Entidades Médicas, realizado na quarta-feira (8), em Aracaju (SE), rendeu a apresentação de 12 propostas sobre o tema. Os pontos levantados serão encaminhados à Associação Médica Brasileira (AMB), ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e à Federação Nacional dos Médicos (Fenam) para avaliação. As posições tomadas poderão nortear tomadas de decisões dentro das entidades e a própria postura do movimento médico em relação às questões levantadas.

Para o corregedor do CFM, José Fernando Maia Vinagre, as propostas lançam luz sobre aspectos pertinentes que merecem uma reflexão mais profunda. “É nítido o nível de amadurecimentos que as entidades, por meio de suas lideranças, estão atingindo. A decisão de fazer o Fórum de Aracaju foi acertada por nos oferecer condições de dedicar um período mais longo para avaliar pontos sobre os quais ainda não há consenso”, elogiou ele, que foi coordenador da mesa que discutiu a recertificação dos títulos de especialista.

Entre os itens em destaque estão solicitações de ajuste na Resolução CFM 1.772, a emissão de diretrizes para regulamentar a concessão de títulos pela sociedade de especialidades, mudanças no fluxo de registro de títulos, o levantamento do número de especialistas e não especialistas no país, e o estimulo à atualização, entre outros pontos.

Certificação – Em síntese a recertificação trata de aspectos ligados a Resolução CFM 1.772/2005, pela qual os títulos de especialista e os certificados de área de atuação obtidos a partir de 1º de janeiro de 2006 passam a ter validade de cinco anos.  Com a proximidade do fim do primeiro ciclo obrigatório de recertificação do título de especialista e dos certificados de área de atuação, cresce o interesse no assunto.
 
Pela proposta inicial, os primeiros Certificados de Atualização Profissional (CAP) começarão a ser emitidos a partir de 2011. No entanto, muitos médicos que obtiveram a partir de 2006 o documento que comprova a especialização ainda não se inscreveram no processo obrigatório de atualização. Para os médicos cuja titulação de especialista foi emitida antes dessa data pelas sociedades de especialidade, pela Associação Médica Brasileira (AMB) e ainda pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do Ministério da Educação, a participação é opcional.
 
Para recertificar-se, o médico deve acumular, em cinco anos, 100 pontos. A pontuação é obtida por meio da participação em eventos presenciais (congressos, jornadas, encontros, fóruns, simpósios e cursos), eventos à distância (atividades de educação médica continuada) e atividades científicas (mestrado, doutorado ou livre-docência na especialidade; tema livre ou pôster; eventos realizados no exterior; coordenação de programa de residência médica; edição completa ou capítulo de livro nacional ou internacional e artigos publicados em revista médica). Todos os eventos devem estar cadastrados e pontuados pela CNA.

Para ter mais subsídios sobre o tema, o leitor pode acessar a integra das exposições realizadas durante o Fórum Nacional das Entidades Médicas.

Para ter acesso à íntegra da apresentação do 3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes, clique aqui.

Para ter acesso à íntegra da apresentação do secretário-geral da AMB, Aldemir Soares, clique aqui.

 
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