Rede dos Conselhos de Medicina
Médicos paraenses retratam a história da Faculdade de Medicina do Estado Imprimir E-mail
Ter, 07 de Dezembro de 2010 11:14
A instituição foi a primeira do estado e do norte e nordeste do Brasil

 “E finalmente, partindo de uma frase que certa vez ouvimos, quando este livro ainda não havia nem sido pensado, de que era “impossível” escrever a história da Faculdade de Medicina, e esperando não desapontar os possíveis leitores, poderíamos responder: “pelo menos, tentamos”!

 A história da primeira Faculdade de Medicina do Pará é o tema do livro: “Memória histórica da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará 1919/1950 – da fundação à federalização”, lançado no último dia 25 de novembro, no auditório do Conselho Regional de Medina do Estado do Pará, em Belém.

 A obra é fruto de um levantamento histórico dos médicos Aristóteles Guilliod de Miranda e José Maria Abreu Junior. O trabalho de pesquisa durou cerca de dois anos. O livro traz informações de documentos oficiais e entrevistas de personalidades da história da medicina no Pará.

 Para a presidente do Conselho Regional de Medicina do Pará, Dra. Fátima Couceiro, o livro é o esforço de um trabalho árduo dos autores para resgatar a história da nossa tão querida Faculdade de Medicina. “Esse resgate somente tornou-se possível graças aos fatos que ainda puderam ser relembrados por pessoas que fizeram parte dessa história. Uma obra que jamais será esquecida. Um livro que deverá ser lido pelos futuros médicos”, ressalta.

 Conteúdo - O livro é composto por 29 capítulos, distribuídos em 520 páginas e mais de 77 fotografias em preto e branco. Segundo os autores, o conteúdo da obra é bastante abrangente. “Não se trata de um trabalho exclusivamente destinado a médicos e estudantes de medicina. Vai muito além da história de uma Faculdade de Medicina, abordamos também a evolução das ciências da saúde e as lutas estudantis no Estado do Pará. Num momento em que a UFPA sequer existia”, ressalta.

 A obra faz um passeio histórico desde a época em que a Faculdade era uma instituição privada até a luta para que ela virasse uma instituição pública federal. “Resgatamos nomes esquecidos dos primórdios da Faculdade, como o Barão de Anajás; trazemos dados novos de personagens, como o doutor Camilo Salgado; ainda esclarecemos muitos fatos que ficaram obscuros na historiografia oficial”, garante um dos autores. Na opinião de Aristóteles Guilliod, o livro “Memória histórica da Faculdade de Medicina” prenderá a atenção do leitor independente de ser médico, pois os fatos relatados ajudam a traçar um painel de época, servindo como fonte de consulta para historiadores, não havendo obra similar no mercado.

 O livro pode ser adquirido na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará e com os autores nos respectivos e-mails: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 História - A Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará foi fundada em 9 de janeiro de 1919, em Belém, por iniciativa conjunta de alguns membros da Associação Científica do Pará, que mantinha a Escola Livre de Odontologia do Pará. Com o médico paraense Camillo Henrique Salgado à frente do projeto, foi instalada oficialmente no dia 1º de maio de 1919, sendo a sessão presidida pelo Barão de Anajás.

 A Faculdade contou em seu início com cerca de 60 alunos, incluindo entre eles os vindos de estados vizinhos como Amazonas e Maranhão que não possuíam até então cursos de nível superior nesta área. Além disso, muitos desses estudantes não tinham condições financeiras de se deslocarem para os grandes centros no sul do país, onde se encontravam os cursos de medicina de maior tradição: Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Faculdade de Medicina da Bahia, Faculdade de Medicina de Porto Alegre, Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo e Faculdade de Medicina de Belo Horizonte.

 Em 1923, a Faculdade diplomou seus primeiros oito alunos: Antônio Magno e Silva, Bianor Martins Penalber, Matheus Lydio Pereira de Souza e Hippolito Carelli, todos internos do Hospital da Santa Casa da Misericórdia.

Fonte: CRM-PA

 
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