Tocantins teve o primeiro caso de morte por febre amarela silvestre confirmada em humanos, em 2017. A vítima é um jovem de 22 anos que vivia em Xambioá, extremo norte do estado, e o caso era investigado desde janeiro. Segundo a Secretaria de Saúde, o rapaz que era carioca, não era vacinado contra a doença e trabalhava em uma região de mata. O Estado não tinha nenhuma morte pela doença há 17 anos.

Outros 21 casos suspeitos da doença foram notificados no Tocantins entre dezembro de 2016 e abril deste ano. Até o momento 13 foram descartados e outros sete continuam sob investigação.

Entenda

Dados do Ministério da Saúde dão conta de que um surto que teve início em Minas Gerais. Nos últimos meses, a sociedade brasileira tem entrado em estado de alerta com a notícia do aumento de casos de febre amarela, doença que desde 1942 era considerada erradicada em áreas urbanas, ficando seu ciclo restrito às regiões de mata, com a transmissão feita por mosquitos silvestres.

Vacinação

A vacinação é recomendada para todos que viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata de qualquer um dos 3.530 municípios que estão na área de recomendação de vacinação do Ministério da Saúde.

Quem ainda não é vacinado e pretende viajar para essas áreas deve procurar um posto de vacinação pelo menos dez dias antes da viagem. A vacinação é considerada pela Organização Mundial da Saúde a forma mais importante de prevenir a febre amarela.

É preciso que ao menos 80% da população seja imunizada contra um vírus para prevenir a doença nestas regiões.

O governo brasileiro decidiu adotar orientações internacionais e recomendará, a partir de agora, apenas uma dose da vacina durante toda a vida. As pessoas que já se vacinaram quando eram bebê e têm a carteira com a comprovação, não precisam mais tomar a dose chamada de “reforço”, após os 10 anos.

A medida começou a valer em abril e se adapta a estudos feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que atestam a eficácia da dose única, sem necessidade de complementação.

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