Determinação ocorre após a confirmação de surto por gran negativo resistente em agosto e tem como base relatório técnico e parecer de especialista

O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) aprovou uma resolução no último dia 25, para determinar ao Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR) que implemente o protocolo para controle de bactérias multirresistentes incluindo a restrição de visitas com o objetivo de garantir a segurança de pacientes e profissionais. A determinação do conselho está direcionada ao diretor técnico do hospital Gilberto Simone Nastari e à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

Embasam a resolução do CRM uma notificação de um surto por gran negativo (Acinetobacter baumannii), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital em agosto deste ano, o relatório de fiscalização da unidade, de número 577/2019, e um parecer de especialista aprovado também na sexta.

Para o conselho a unidade hospitalar, apesar de se apresentar como “Amigo da Criança”, não apresenta adequações necessárias. Na resolução, o CRM destaca que o diretor técnico do hospital deverá encaminhar ao CRM, em prazo preestabelecido pela presidência, providências adotadas, investigação epidemiológica e medidas imediatas de controle contra infecções. O documento reforça que o descumprimento das determinações acarretará a abertura de procedimento disciplinar para eventual infração técnica.

Essa bactéria tem o trato respiratório como local mais comum de infecção. O manual para profissionais de saúde descreve que essas infecções ocorrem, normalmente, em pacientes gravemente enfermos e hospitalizados. “Infecções adquiridas na comunidade (principalmente pneumonia) são mais comuns em climas tropicais. Os índices gerais de mortalidade das infecções por AB são de 19 a 54%”, diz o manual.

Além do diretor técnico, o presidente do CRM, Jorge Guardiola, encaminhou cópia da resolução para o diretor clínico do hospital José Manoel Batista dos Santos para “conhecimento e imediato cumprimento, devido à gravidade da situação”.
Em setembro desse ano, o JTo registrou, no dia 29, a transferência de pelo menos seis bebês prematuros internados na UTI Neonatal do Hospital Dona Regina, da unidade hospitalar para outros hospitais devido a uma infecção por uma “superbactéria”. À época, a SES negou a transferência dos bebês e disse que o surgimento de microrganismos em unidades hospitalares principalmente na UTI não é atípico. (Crèdito: Elaine Noleto / Fonte: Jornal do Tocantins) . 

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