Nenhum país do mundo fecha as portas a médicos estrangeiros. Como na Europa e América do Norte, o médico estrangeiro é bem-vindo. Desde que cumpra um ritual de provas e Residência idêntico, ao modelo imposto a formandos do respectivo país. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, o candidato precisa refazer a Residência Médica, e trabalhar anos em comunidades afastadas, antes de ganhar o direito de atuar em território norte-americano.

 

O Brasil alinhou-se às nações desenvolvidas ao estabelecer, em 2011, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida). Instituída pelos ministérios da Saúde e da Educação, a prova não tem interferência de entidades médicas. É elaborada por instituição de referência – o Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – e realizada uma vez por ano em universidades federais. O exame cumpre as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina e exige dos candidatos aquilo que é ensinado aos estudantes formados aqui.

 

O programa Mais Médicos desvirtuou esse processo. Enquanto os países desenvolvidos aprimoram os mecanismos de validação, ordenando a entrada e a integração de médicos formados no exterior, o Brasil transforma a acolhida numa porta aberta, sem critério algum.

 

A revista Ser Médico ouviu brasileiros que atuam na Medicina em cinco países de referência – Estados Unidos, Canadá, França, Itália e Inglaterra. Em todos eles, os estrangeiros são bem-vindos. E em todos eles, os mecanismos que controlam a entrada são mais rigorosos que o Revalida do Brasil. (Aureliano Biancarelli –Jornalista especializado em Saúde).

 

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