Em comemoração ao Dia do Médico o Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) promoveu nos últimos dias 16 e 17 o “Fórum Regional de Ética Médica”. O evento que foi rico em discussão e informações contou com a presença do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, do defensor público, Arthur Pádua, do promotor paulista, Reynaldo Mapelli Junior, e professor de medicina legal mineiro, Demercindo Brandão Neto.

Assuntos como responsabilidade civil e ética do médico, medicina defensiva e judicialização da saúde proporcionaram boas discussões. Judicialização da saúde tema da mesa de abertura do evento acalorou o debate, o defensor Arthur Pádua, em sua explanação falou que “os governos locais são indecentes, somos maltratados pela gestão, e incluo todos os profissionais que lidam com a gestão pública. O Estado descumpre todos os acordos judiciais relacionados à saúde, há compras com sobre preço, há mais recursos destinados a publicidade do que a saúde, isso é um absurdo” ressaltou Pádua.

O promotor paulista, Reynaldo Mapelli, disse no fórum que “é contra a judicialização da saúde exercida de forma exagerada, hoje os recursos são limitados e só quando o cidadão tem seu direito violado deve acessar a justiça”.

O presidente do CFM, Carlos Vital, em uma apresentação bastante atual e informativa, embasada em dados e com fontes respeitadas como Contas Abertas mostrou que há sim muitos recursos e que só na área da saúde eles deixaram de ser investidos e aplicados. O presidente disse na palestra que o Tocantins é um Estado pujante, mas infelizmente com problemas graves na saúde, “seremos há pouco um país de velhos, onde a população inativa será maior que a ativa, e nenhum país se desenvolve quando fica velho, por isso os médicos continuarão a fazer sua parte na reconstrução desse país. Apesar da dificuldade mantemos o otimismo e a crença” finalizou Vital.

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