A unidade é responsável pelo atendimento a 150 pacientes renais crônicos, com oferta de sessões de hemodiálise e acompanhamento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

Na foto: O Médico Fiscal, Dr. Matheus Augusto e o Agente de Fiscalização, Paulo Teodoro.
O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) realizou visita técnica no Instituto de Doenças Renais do Tocantins, em Araguaína, e identificou um cenário que pode comprometer tanto a continuidade da assistência aos pacientes quanto as condições adequadas para o exercício da medicina no local. Esteve presente na unidade, a equipe do Departamento de Fiscalização, representada pelo delegado do Conselho Regional em Araguaína, Dr. Edilson Borba, acompanhado do médico fiscal, Dr. Matheus Augusto e do agente fiscalização do Conselho, Paulo Teodoro.
O estabelecimento de saúde é responsável pelo atendimento a 150 pacientes renais crônicos, com oferta de sessões de hemodiálise e acompanhamento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desempenhando papel essencial na rede de atenção à saúde da região.
Sobre a visita
No local, foram relatados atrasos recorrentes nos repasses financeiros, com períodos de até cinco meses. O Instituto presta serviço à Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO). Segundo o Diretor Técnico da unidade, Dr. Marco Antônio Corrêa, atualmente, o local enfrenta 90 dias sem pagamento.
De acordo com o relatório da visita, a irregularidade no repasse de recursos compromete a estabilidade da assistência aos pacientes dialíticos que dependem do serviço para manutenção da saúde, além do prejuízo aos profissionais de saúde, especialmente os médicos, que necessitam de condições adequadas para garantir uma assistência segura e ética.
Outro fator que agrava a situação é a ausência de renovação contratual formal, o que gera insegurança jurídica e operacional para a continuidade das atividades.
Ofício ao MPTO
Após a visita, o CRM-TO encaminhou relatório ao Ministério Público do Tocantins (MPTO) informando o cenário enfrentado pelo Instituto, destacando o risco de interrupção do atendimento aos usuários do SUS.
O CRM-TO reforça que seguirá acompanhando o caso e que sua atuação tem como objetivo garantir a segurança da assistência à população e assegurar que os médicos possam exercer a profissão com condições dignas, respaldo ético e estrutura adequada de trabalho.