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Segurança em Serviços de Saúde

           Há uma crescente preocupação com a qualidade dos serviços oferecidos na área da saúde, em virtude de erros continuamente propagados pela mídia. O recente episódio envolvendo a morte de criança de 12 anos em um Hospital Filantrópico de São Paulo acende um debate sobre erro na área de saúde e a segurança dos pacientes, já despertado na mídia e na comunidade médica internacional, com a publicação, em 1999, do relatório do Instituto de Medicina da Academia Nacional de Medicina dos Estados Unidos da América do Norte, intitulado ”Errar é Humano” (“To Err is Human“).

A segurança dos pacientes tem merecido a atenção da Organização Mundial da Saúde. Além de representar evidentes prejuízos para o pacientes, para os profissionais e para as instituições, a ocorrência de eventos adversos representa também um grave prejuízo financeiro. No Reino Unido e na Irlanda do Norte, o prolongamento do tempo de permanência no hospital devido aos eventos adversos custa cerca de dois bilhões de libras ao ano e o gasto anual do Sistema Nacional de Saúde com questões litigiosas associadas a eventos adversos é de 400 milhões de libras. Nos EUA, os custos anuais provocados por eventos adversos estão estimados entre 17 e 29 bilhões de dólares anuais.

A maioria dos erros que podem afetar os pacientes são cometidos por pessoas capazes de realizar as tarefas com segurança, que já as realizaram várias vezes no passado, e  enfrentaram consequências pessoais significativas em função de erros cometidos.

A pergunta que importa é: “será que o erro ocorrerá de novo?” Há duas principais abordagens do erro: a abordagem pessoal tem longa tradição e focaliza os erros ou violações de procedimentos por pessoas diretamente envolvidas nas operações (médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem).  Ela entende que esses erros são originários de processos mentais aberrantes, como esquecimento, desatenção, falta de motivação, descuido, negligência, imprudência e cansaço.  As medidas para se combater tais erros são dirigidas principalmente à variabilidade indesejável do comportamento humano.  Os seguidores dessa abordagem tendem a tratar os erros como assuntos morais, assumindo que coisas ruins ocorrem com pessoas ruins. A abordagem pessoal tem sérias deficiências, e o apoio a ela não contribui para o desenvolvimento de instituições de saúde mais seguras. 

Já a abordagem sistêmica parte da premissa de que seres humanos são falíveis e erros acontecem, mesmo nas melhores organizações. Os erros são considerados como consequências, ao invés de causas, não sendo atribuídos à perversidade da natureza humana.  Isto inclui a recorrência de erros ocasionados por “armadilhas” no local de trabalho ou nos processos organizacionais. As medidas para evitar esses erros são baseadas na suposição de que, embora não se possa modificar a condição humana, podem-se modificar as condições nas quais os humanos trabalham. Quando eventos adversos acontecem, o importante não é saber quem os cometeu, mas verificar como e por quê as defesas falharam.

Outro componente já bem conhecido em outras indústrias, como a da aviação e nuclear, e tido como de fundamental importância no setor de saúde é o “fator humano”. Não se pode esperar alto desempenho de trabalhadores da saúde provenientes de outros plantões, cansados, apressados, famintos ou estressados.

Nenhuma organização de prestação de serviços de saúde pode se excluir das iniciativas para minimizar a ocorrência de erros. Mudanças em sua cultura, estrutura e processos são condições necessárias para garantir a segurança dos clientes, dos resultados e, por que não, a sua própria existência.

Na medida em que os dados sobre erros se tornam públicos, o papel dos consumidores deverá ser de grande importância para promover mudanças de atitudes e investimentos na melhoria dos serviços. Por outro lado, é preciso que os consumidores e contratantes entendam e aprendam a valorizar os serviços que já promoveram melhorias e continuam investindo em qualidade e segurança,

É preciso honrar a confiança e a expectativa públicas, demonstrando que os serviços de saúde são capazes de admitir seus erros, investigá-los e promover as mudanças necessárias para preveni-los no futuro.  Para que se alcance a satisfação e confiança da sociedade é preciso adotar sistemas transparentes, abertos, onde a informação seja dividida livremente e as responsabilidades de cada parte sejam amplamente aceitas.

Encarar a questão dos erros não como uma fatalidade ou responsabilidade individual, mas como parte do planejamento dos sistemas de trabalho e exercício profissional, parece ser, no momento, o melhor caminho para se obter os resultados desejados na assistência à sua saúde.

 

Prof Dr. Walter Mendes

Médico, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Publica Sergio Arouca – Fiocruz RJ

Dr Wilson Shcolnik

Médico Patologista Clínico, diretor de Acreditação da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/ Medicina Laboratorial

 
Por que investir na sua idade biológica?

Envelhecer é inevitável, este processo inicia no momento do nascimento e sofre inúmeras influências, das quais muitas podemos modificar para termos um envelhecer melhor.

 

Sua idade cronológica, sua data de nascimento, está registrada em cartório - não pode ser modificada, já sua idade biológica tem a ver com o estado de funcionalidade/conservação de seu organismo, sofre influência dos cuidados que você tem com sua saúde desde seu nascimento.

 

A genética define seu corpo (organismo) até os 20 - 22 anos de idade, antes considerada pouco provável de ser modificada, hoje está bem claro que seu estilo de vida a influenciam. O chamado envelhecimento natural provoca muitas mudanças, perdas funcionais que são próprias do desgaste celular, influenciadas diretamente por seus hábitos de vida, de quanto e como é seu sono, da prática ou não de exercícios físicos regulares, de como você administra seu equilíbrio emocional, do que você come/bebe, do seu trabalho, do seu lazer e do seu nível de estresse.

 

Quem é mais jovem? Uma pessoa de 45 anos ou uma de 70 anos?

A resposta correta é: depende da idade biológica, é possível uma pessoa de 70 anos ter uma idade biológica de 45 - 50 anos e vice-versa, vários fatores levam ao envelhecimento patológico pela formação excessiva de radicais livres e AGEs que agridem as células, fazendo-as perderem sua capacidade vital e funcionalidade. Influenciar estes fatores conforme você decida viver e dependendo do auxílio que obtiveres de ações preventivas a sua saúde é decidir como você quer estar na velhice.

 

Investir na idade biológica é poder acrescentar anos de saúde à sua vida, limitar o stress crônico, muito comum no cotidiano, este leva a ativação exagerada da produção de cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal o que predispõe ao ganho de peso e acelera o processo de envelhecimento.

 

Daí a importância de uma avaliação médica diferenciada complementada por avaliação laboratorial, utilizando-se dos indicadores de risco, buscando identificar desarranjos ou disfuncionalidades orgânicas que estejam afetando a qualidade de sua saúde.

 

Através da reeducação de hábitos de vida, da introdução de nutrição funcional associada à modulação hormonal fisiológica bioidêntica, há a possibilidade de recuperar as condições ideais de funcionalidade e restauro orgânico, conquistando o equilíbrio de saúde que você deseja para suas necessidades atuais e futuras.

 

Envelhecimento saudável e qualidade de vida estão ao seu alcance !

 
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